Entrevista Mães D’Água

Em Fevereiro de 2017, as Mães D’Água entrevistaram-me.

O ciclo menstrual, a monitorização da fertilidade e a minha perspectiva sobre luas e deusas foram alguns dos temas desta conversa.

Estamos longe do tempo em que os médicos de família acompanhavam várias gerações numa mesma família e sabiam tudo sobre nós, as nossas mães, as nossas tias… Os nossos médicos, hoje, estão cheios de trabalho e com pouco tempo. A maioria quando nos vê, mal se lembra de quem somos sem ajuda da ficha e invariavelmente a pílula surge como panaceia para todos os males de que se sofre (acne, dores menstruais, ausência de menstruação, períodos irregulares, quistos nos ovários…).

Conhecer o nosso corpo é uma ferramenta de auto-gestão da saúde, crucial quando somos mulheres.

Estamos férteis seis dias por ciclo. SEIS! O óvulo depois de libertado tem uma viabilidade de 12 a 24horas. Os outros cinco dias, desses seis, são os que antecedem a ovulação, uma vez que, em condições ideais, o esperma consegue sobreviver em ambiente uterino até cinco dias – o que significa que se tiver relações sexuais desprotegidas numa 2ªf e ovular numa 5ªf por exemplo, posso perfeitamente engravidar. Importa por isso saber reconhecer esta fase do ciclo para não perpetuarmos a ideia de que é possível engravidar fora da janela fértil (o que em si é um contra-senso: se não estamos férteis não podemos engravidar) ou “por acidente”.

 

Nos últimos anos, democratizou-se esta coisa das deusas. De repente, somos todas deusas (…) acho que precisamos esclarecer o que cada uma de nós resgata para si deste epíteto…

A entrevista, para ler na íntegra, aqui:

Entrevista com Patrícia Lemos

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