Controlo natural de fertilidade

Todas as mulheres que fizeram os workshops do Círculo Perfeito
ou optaram pelos acompanhamentos individuais, podem,
a partir desse momento, fazer parte do grupo fechado de Facebook onde se partilham experiências e dúvidas. Desde o início de 2018 que o grupo passou a ser um exclusivo destas mulheres e a ter novas dinâmicas: temas de partilha mais abrangentes, uma rúbrica de AMA (Ask Me Anything), etc.

Contudo, e porque Fevereiro foi o mês em que recebi o maior número de pedidos de acompanhamento de “gravidezes surpresa”, resolvi partilhar aqui no site um post que fiz no grupo, esperando que este ajude a esclarecer-te sobre o controlo natural de fertilidade.

1. Existem várias métodos de controlo natural da fertilidade:
1.1. o Método Natural de Fertilidade (MNF) cruza 3 indicadores primários (os secundários também existem);
1.2. uns métodos só usam muco;
1.3. outros só usam temperatura;
1.4. outros fazem cruzamento de 2 indicadores;
1.5. nenhum deles inclui a fase da lua nem protege de infeções sexualmente transmissíveis…

2. Um método só é um “método” porque tem regras:
2.1. as regras variam de método para método, consoante os indicadores que se escolhem observar;
2.2. na impossibilidade de se fazer MNF, ajusto o ensino dos métodos à disponibilidade das mulheres. Um método só baseado em muco ou só em temperaturas não tem as mesmas regras do MNF, por exemplo;
2.3. O MNF NÃO É o mais adequado para quem não dorme um mínimo de 3 horas consecutivas porque ter informação da temperatura só de alguns dias NÃO SERVE para a observação das regras do MNF. (Se amamentas, lê o meu post sobre a Amenorreia Lactacional aqui.)

3. O não cumprimento das regras (de qualquer método) faz com que “não se saiba o que se anda a fazer” – o que não é grave quando se quer ter (mais) bebés mas não tem graça nenhuma quando não se quer engravidar e coloca-te em risco de ter uma gravidez “surpresa”.

4. Ninguém engravida quando não está fértil! Se engravidou era porque estava – só não soube ler os indicadores 😇

5. O método do calendário (dividir o ciclo a meio para detectar ovulação) que continua a ser sugerido até por alguns médicos já foi cientificamente desacreditado e É O QUE A MAIORIA DAS APPS USA para estimar a tua janela fértil  

6. Se não te sentes segura com o conhecimento que tens do teu corpo e não queres engravidar, lembra-te: SEXO SEGURO SEMPRE.

7. O período NÃO ATRASA. O que atrasa é a ovulação.

Nada acontece por acaso no nosso sistema reprodutor. Os indicadores estão lá porque respondem diretamente à variação hormonal do ciclo.

Tens de escolher o método que melhor se adequa ao teu grau de compromisso e conhecimento que tens/queres ter do teu corpo.
Quanto menos indicadores cruzas, maior tem de ser o teu conhecimento daquele(s) que utilizas.

Há uma curva de aprendizagem em todos os métodos (e em tudo na vida). Conta com pelo menos 3 ciclos mapeados para começares a encontrar padrões.

Descobrir o que se passa, quando os ciclos não se apresentam como os queremos, nem sempre é tiro-e-queda e as respostas não estão na internet porque o nosso ciclo menstrual responde a estímulos internos e externos e as nossas histórias, vidas e estado de saúde não são iguais aos das outras.

A forma como os ciclos se desenham dá-te pistas sobre o que precisas corrigir. Trabalhar diretamente com alguém que te possa orientar, ensinar a usar os indicadores e a ler nas entrelinhas aumenta as tuas probabilidades de sucesso na utilização do método – quer queiras utilizá-lo para fins contracetivos quer para engravidar.

As sessões individuais servem para encontrarmos a melhor solução para ti. Anda!

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